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Capítulo 13
A Primeira Noite
A minha Mãe,
permaneceu toda a noite apoiando a amiga e vizinha Jane Campbell, na vã tentativa
de consolá-la. Como se consola uma pessoa que perde o seu amor, mais a mais,
numa guerra estúpida e sem qualquer sentido? O que se diz, ou o que se deve dizer não sei, acho até
que ninguém sabe. Mas penso que devemos deixar que o coração fale naquele
momento. As palavras que provêm do coração, são as mais indicadas porque são
ditas com amor verdadeiro.
Thomas Campbell,
era um bom homem. Trabalhador, honesto, divertido e amigo dos seus amigos,
familiares e vizinhos. Era apaixonado pela mulher e era um pai dedicado, que
gostava de participar na educação dos seus filhos, de brincar com eles e ainda treinava
a equipa de Baseball da igreja católica da nossa comunidade. Tinha um semblante
harmonioso e bom caracter. As cerimónias fúnebres, realizaram-se dali a poucos
dias.
Durante esse
tempo, estive poucas vezes com a minha Mãe e até com o Andy. Depois de terminar
a minha prancha, vira-o muito pouco. Ele continuava a orientar-me com os
treinos, mas não tivéramos mais oportunidades de conversar acerca do jantar. Tentei algumas vezes
visitá-lo de noite, para conversarmos mas agora ele nunca estava em casa, nem
no barracão e muito menos na loja. “Talvez tenha-se apaixonado e de noite vá
ter com esse alguém…” concluí pensativo, após algumas noites depois de ir ter
com ele e nunca o encontrar em lado nenhum. Mistério…
O meu namoro com
Mary, decorria muito bem. Amava-a e sentia-me amado também. Todos os fins de
tarde, ela vinha ver-me treinar. Ficava sentada a observar-me tranquilamente e
aguardava com paciência que o treino terminasse, quando isso sucedia, eu saía
do mar e ia ter com ela à praia. Ficávamos deitados na areia da praia, trocando
mimos e carícias de amor, que eram alternadas por brincadeiras. Por vezes, ela
fugia e desafiava-me a apanhá-la correndo atrás dela. Depois, ficávamos
deitados a ver o ocaso do sol, partilhando sonhos e projectando como seria a
nossa vida futura. Estávamos tao felizes ao lado um do outro, o nosso amor era forte
e verdadeiro.
Certa noite,
houve uma festa na praia organizada pelos surfistas
da praia de Huntington. Esta festa era uma festa de despedida para Billy
Hamilton, que fora chamado para também ele ingressar na guerra do Vietname. Convidei
Mary para vir à festa nessa noite. A princípio, mostrou-se algo renitente,
devido ao judaísmo… Mas acabou por aparecer, com a promessa de não puder
demorar, os seus pais poderiam dar pela sua falta. Eu aceitei, ainda que fosse
por breves minutos que ela estivesse ali. Depois acompanhá-la-ia a casa.
Na praia, fizemos
uma fogueira e sentámo-nos em volta, assando salsichas, hamburgers e
marshmallows. Os rapazes tocavam as músicas das bandas e cantores da moda: The Beattles,
The Doors, The Beach Boys, Bob Dilan, Carlos Santana, Creedence Clearwhater Reviver, etc., – Dave, um amigo surfista pegou na viola
e começou a tocar "Led Zeppelin – I Can't Quit You Baby", então
eu comecei a cantar para Mary, fazendo-lhe uma serenata com os rapazes a
acompanhar, com as suas vozes e instrumentos musicais. Mary, ficou com as suas faces
enrubescidas, perante a minha homenagem e declaração de amor. No final
abraçámo-nos e beijámo-nos com amor:
─ Amo-te, Jake.
─ Também te amo
muito, ─ disse envolvendo-a nos meus braços.
Seguidamente,
convidei-a para dar um passeio à beira-mar. A Lua-Cheia, de repente, ficou
coberta com nuvens espeças e sem que esperássemos, ou pudéssemos prever,
começou a cair uma chuva fina, que rapidamente tornou-se forte. Corremos para
dentro da gruta, a gruta onde nos refugiávamos para namorar mais à vontade e
longe dos olhares indiscretos.
─ Chiii, olha como
chove!
─ Pois, ninguém
diria! ─ Exclamei admirado.
─ O céu estava
limpo…
─ Pois, estava.
De onde terá vindo esta chuva?!
─ De Deus, Jake.
Fiquei em
silêncio pensativo. Deus. "O que era Deus?", questionava-me. Na igreja católica,
Jesus Cristo era filho de Deus e no entanto, os dois formavam um. Porém, eu não
via assim as coisas. Para mim, Deus era uma energia e tomava conta da natureza,
não tinha rosto, nem corpo, nada, não era visível para nós humanos e no
entanto, Ele existia. Estava em todo o lado. Nunca tinha pensado nisto, assim,
desta fórmula.
Após observar a
chuva que teimava em cair com força, Mary veio juntar-se a mim, encolhida com
frio. Abracei-a e ela sentou-se ao meu colo, com as pernas abertas, virada para
mim. Tentei beijá-la na boca com ternura, mas ao sentir o seu corpo tão perto
do meu, beijei-a apaixonadamente. As minhas mãos percorreram-lhe as formas
redondas do corpo e ela, acariciava louca os meus cabelos, as minhas costas
musculadas. Afundando a minha face no seu decote, desabotoei os botões da blusa
acariciando-a ardentemente, com as mãos e boca, beijando-a no pescoço, no
peito. Mary, suspirava e gemia baixinho, como que, com medo que alguém a ouvisse
e nos surpreendessem. Contudo, a cada carícia mais ousada ela entregava-se
cheia de desejo.
Deitado sobre o
seu corpo, que se contorcia de prazer por baixo do meu, fazia-a sentir como a
amava e como a desejava. Até que ela me diz, com voz doce:
─ Amor, estou a
arder. Faz amor comigo…
─ Oh, Mary,
quero-te tanto… Mas, tens a certeza? Queres? ─ Perguntei-lhe por entre beijos.
─ Oh, sim… Amor,
tenho a certeza. Quero, quero ser tua, somente tua, mas… devagar, meu Amor…
Então,
libertei-nos das roupas que impediam que os nossos corpos obtivessem prazer e se
tornassem um. Perdidos em carícias, intensas e sensuais, nossos corpos
enlaçados na energia de amor que nos unia, conduziu-nos ao doce êxtase. Agora já
não eramos dois seres, mas apenas um.
─ Amo-te, Mary.
─ Amo-te, Amor. Sou
tua.
─ Sou teu.
Embriagados e
cansados de amor, adormecemos abraçados e entrelaçados um no outro, sem percebermos que o
dia estava quase a nascer. Quando despertei, já não chovia.
─ Mary, Amor, acorda.
É quase dia, adormecemos! Ainda tenho de te ir levar a casa, rápido.
─ Sério?! Os meus
pais vão matar-me!
Vestimo-nos o
mais rápido que nos foi possível e levei-a a casa, ainda estava escuro, mas
porque o céu estava coberto de nuvens.
─ Até logo, ─
disse Mary num sussurro despedindo-se com um beijo rápido.
─ Amo-te. ─ Murmurei.
Dirigi-me para
casa com um grande sorriso no rosto. Estava feliz, tinha sido a nossa primeira
vez, a nossa primeira noite de amor. Quando se ama, tudo muda à nossa volta.
Entrei em casa sem
fazer barulho, mas mal entrei ouvi um barulho vindo do quarto da minha Mãe. Estranhamente,
parecia-se com um ressonar. Contudo aquele ressonar, era-me familiar.
─ Andy?! ─
Indaguei, abrindo a porta.
CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO...
(Próximo Capítulo a Publicar: Domingo, dia 8 de Setembro de 2013)
Uau|!!! que delicia começar o dia seguindo uma história de amor assim, adoro!!!!
ResponderEliminarAguardando como sempre o desfecho.
bjs e excelente semana
Ritinha
Olá Ritinha!
EliminarTambém gosto muito de histórias de amor. Fico contente que estejas a gostar desta história de Jake & Mary.
Espero que fiques a acompanhar.
Muitas surpresas a caminho.
Beijos
Oi Cris :)
ResponderEliminarEstou gostando de ler cada capítulo.
E às vezes fico curiosa a respeito de Andy e
da mãe de Jake...
Bjs!
Olá Clau, minha amiga.
EliminarMistério... mistério...
Beijinhos
Oi, Cris...gosto do clima "praia" da sua história...acompanhando e aguardando. Um abraço!
ResponderEliminarOlá Bia.
EliminarObrigada, pela tua presença aqui.
Fico contente que estejas a gostar.
Surpresas a caminho.
Beijos
Muito bom Cris esta nos deixando com gostinho de quero mais em cada episodio parabéns..
ResponderEliminarOlá amiga e madrinha.
EliminarFico muito feliz que estejas a gostar.
Surpresas interessantes estão a caminho.
Beijinhos